Um dia apresentaram-me um projecto.
A principio nao acreditei nele, mas mesmo assim entrei nele.
Aos poucos fui acreditando e depositei todas as minhas forças nesse projecto. Fiz os possiveis e impossiveis e consegui coisas.
Ambiçoes, sonhos, ideias... Tudo foi levado a bom porto.
Como era de esperar, quando algo atinge um auge, uma pessoa quer sempre mais e mais e nunca se esta satisfeito.
Mas...
E como em todas as historias ha sempre um mas... quando so 2/3 pessoas acreditam no sonho, no projecto... nao da...
Vejo as pessoas a desistir... Vejo-me a ficar sozinha...
O que um dia considerava sonho... hoje considero pesadelo...
Sinto-me triste...
Se a música alegra a alma a escrita liberta-a. Já que a censura pelos vistos ainda não terminou e nem sempre podemos dizer o que pensamos... Aqui, estarão reflecções, críticas, desabafos...Não é um diário, embora que por vezes o possa parecer...
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
qUASE pERFEITO
Como graozinhos de areia que escorrem da mão...
Como se pode chamar alguém de vencedora quando esse alguem tem tudo na mão e tudo deixa perder?
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
E eu sou assim...

![]() ![]() Sol em Aquario 21 de Janeiro a 19 de Fevereiro Elemento: Ar Planeta Regente: Saturno e Urano Dia da semana: Sábado Cor: Amarelo ou Verde Água Pedra: Safira, Água Marinha Planta: Manjericão, Trevo Metal: Chumbo Órgão: Pernas e Tornozelo Função Vital: liberdade e igualdade O signo de Aquário representa o idealismo, o progresso, a democracia, o individualismo, a independência, a igualdade e a fraternidade. Os nativos deste signo são originais, humanitários, inventivos, desapegados, intelectuais e bons companheiros. Negativamente podem ser excêntricos, utópicos, desleixados, rebeldes, imprevisíveis, intempestivos e inconstantes. Os aquarianos amam a liberdade e tudo o que é diferente. Não são arrogantes nem afectados, agem como iguais entre iguais. Não dependem do seu meio ambiente para se sentirem seguros, a sua segurança vem da companhia de outras pessoas. Gostam de expressar os seus conhecimentos e sentem-se à vontade numa roda de amigos. O seu instinto gregário sempre os levará para onde existem pessoas, ou as pessoas vão até eles. As suas actividades são mais intelectuais do que físicas. São avessos às actividades físicas, a não ser como observadores. Possuem grande interesse e solidariedade pelos problemas da humanidade e ganham respeito e confiança das pessoas próximas. Gostam de abraçar causas de ajuda ou apoio colectivo. Os aquarianos levam muito a sério o seu trabalho. E trabalham melhor com pessoas ou organizações que tentam realizar algum ideal. Trabalhos que requeiram originalidade, planeamento, diferenciação, liberdade de ideias e modernismos são os mais indicados. As áreas de actuação dos aquarianos podem ser a informática, rádio e televisão, ciência, astronomia e astrologia, profissões de vanguarda. Os aquarianos tendem a ser extremamente ansiosos e nervosos, isto faz com que se sintam doentes. Podem ter problemas circulatórios, no sistema nervoso e esclerose arterial. As áreas do corpo mais sensíveis são as válvulas do coração, a circulação periférica, as canelas e os tornozelos. Os aquarianos têm uma certa dificuldade nos relacionamentos íntimos e afectivos, pois preferem estar na companhia de muitas pessoas. Por serem individualistas e amantes da liberdade, não suportam um relacionamento muito intenso. Ficam desconcertados ao lidar com emoções, pois são muito intelectuais e lidam melhor no plano mental. ![]() Escorpião A sua palavra chave é mistério. Não é fácil saber como você é, nunca se sabe com quem se está a lidar. A teimosia é um dos seus pontos mais fortes. É simplesmente inútil tentar convencê-lo de que algo está errado, ou que é impossível de ser realizado. Você jamais aceita isso, e vai atrás do que quer com muita perseverança. É geralmente uma pessoa reservada, e que não demonstra as emoções, esconde-as. É muito sensível, mas não demonstra, é um ser humano de muita energia e força de vontade. Respeitável, de grande força, vingativo e criativo. Mas precisa aprender a controlar o sarcasmo, pois magoa muito as pessoas com a sua língua afiada, pois você é uma pessoa vingativa, sarcástica e irónica, que pode afastar as pessoas à sua volta com essa atitude. Uma coisa muito boa é sua espiritualidade, você têm uma sensibilidade maravilhosa para atrair forças ocultas, e sabe como ninguém exibir um semblante muito plácido. ![]() Lua em Sagitário Socialmente, você é ingénuo e desconhece totalmente diferenças verdadeiras entre os seres humanos. Reage aos outros como se fossem parte de si; a sua tendência é misturar-se e fundir-se com os outros. Você precisa, e quer, fazer tudo com todos, e é aberto e amistoso como um cãozinho. Tem um agudo sentido profético e inspiracional. Está sempre em busca de alguma coisa, inquieto e muitas vezes sem persistência. As suas impressões sensoriais são nítidas e mais precisas do que em quase qualquer outro signo; assim, o seu julgamento é perspicaz. Mas você precisa aprender a pensar antes de falar. A sua mente não gosta de confusão e rejeita qualquer coisa que seja irrelevante em relação ao que está em causa. Mas, quando você se concentra, é sobre uma única coisa, a ponto de parecer ter uma mente estreita. Agitado, mental e fisicamente, precisa de actividade e exercício físico. Tem necessidade de andar em liberdade e gosta de desporto, tanto participando como assistindo. As suas tendências para o psíquico e o oculto são fortes, e você é mais sensível do que faz supor a sua atitude livre e vigorosa. É um professor ou um pregador nato, com talento para religião, filosofia, poesia e música. Gosta de ajudar os outros. Você tem um alto grau de independência, necessidade de liberdade e uma tendência a ser um pouco brusco. Precisa contrabalançar o descuido e a negligência com tacto e consideração. A Lua em Sagitário no mapa de um homem pode indicar casamento tardio, celibato ou que ele é um galanteador. Também pode significar a calvície precoce. No mapa de uma mulher, pode torná-la demasiado independente ou até libertina. |
quinta-feira, 9 de julho de 2009
"Pensar é estar doente dos Olhos"
- "O meu olhar é nítido como um girassol.
- Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar..".
domingo, 21 de junho de 2009
Apetece-me
Apetece-me partir...
Apetece-me não falar...
Apetece-me chorar...
Apetece-me não olhar para trás...
Apetece-me fechar os olhos...
Apetece-me fugir...
Apetece-me gritar...
Apetece-me dizer NÃO...
Apetece-me não acordar...
Apetece-me deitar tudo a perder...
Apetece-me imaginar...
Apetece-me estar noutra realidade...
Apetece-me tar farta...
Apetece-me dizer o que penso...
Apetece-me encontrar quem eu fui um dia...
Apetece-me saber quem sou...
Perdida... Desencontrada... Sem rumo... Cheia de vontades... De sonhos... Sem saber quem sou...**
Apetece-me não falar...
Apetece-me chorar...
Apetece-me não olhar para trás...
Apetece-me fechar os olhos...
Apetece-me fugir...
Apetece-me gritar...
Apetece-me dizer NÃO...
Apetece-me não acordar...
Apetece-me deitar tudo a perder...
Apetece-me imaginar...
Apetece-me estar noutra realidade...
Apetece-me tar farta...
Apetece-me dizer o que penso...
Apetece-me encontrar quem eu fui um dia...
Apetece-me saber quem sou...
Perdida... Desencontrada... Sem rumo... Cheia de vontades... De sonhos... Sem saber quem sou...**
domingo, 31 de maio de 2009
Já gastei...
"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
Eugénio de Andrade
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus."
Eugénio de Andrade
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
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